terça-feira, 19 de março de 2013

Metade já está!

Pois que o estudo vai bem, obrigada. Dois já estão mas ainda faltam mais dois que equivalem a 3047 dos que fiz ontem.

Agora é que vão ser elas!

sábado, 16 de março de 2013

Coisas que gosto... #2

Reconheço que esta faculdade não tem tantas vantagens quantas eu gostaria, até porque não se pode agradar a gregos e troianos. A verdade é que eu tenho mais queixas do que elogios a fazer (sou uma pessoa muito descontente com a vida e qualquer coisa serve de pretexto para eu me revoltar e iniciar uma rebelião), mas a verdade é que, quando há coisas boas, o meu dever é reconhecê-las, ainda que contra a vontade (às vezes gosto de me revoltar só porque sim).

Posto isto, uma das coisas que tenho que louvar a esta faculdade é o facto de haver três trimestres (e não dois como nas universidades clássicas). Porquê? Ora, porque final do trimestre implica duas coisas, uma que eu gosto bastante e outra nem por isso (odeio, vá, mas não é necessário descarregar a raiva agora), decorrentes de três épocas de exames: três épocas muito intensivas de estudo + três semanas de preparação para os exames finais. Este último ponto equivale a passar uma semana em casa, que é coisa que eu gosto sempre, mesmo que a semana seja passada com o focinho nos livros e sem sair à rua para sentir a brisa na cara.

Geralmente as semanas de preparação são épocas muito críticas (como já devem ter reparado pelos meus comentários idióticos e sem sentido provocados pelo excesso de estudo), tanto pelo estudo que nelas decorre como pelo tempo que se passa sem vida para além dos livros: não há café, não há computador (quase), não há saídas, não há filmes, livros, televisão, conversas longas ao telemóvel, nada - vendo bem, nas outras alturas do ano, passadas igualmente a estudar, também não há grandes coisas destas, mas vai-se fazendo um esforço por manter uma vida social aceitável, coisa que definitivamente não acontece nesta época.

Ainda assim, e apesar deste stress todo, a parte positiva da coisa é que passamos uma semana em casa. Uma semana de rainha, na qual não tenho que me preocupar com cozinhar, lavar pratos, arrumar o quarto, porque os meus pais (já disse o quanto gosto de vocês?), preocupadíssimos com a minha saúde mental e falta de tempo para estudar, facilitam-me imenso a vida. "Filha, queres lanchinho?"; "Filha, estás confortável?" "Tens frio? Queres um cobertor?" "A comidinha está na mesma"; "Não te preocupes em arrumar isto, deixa estar, vai vai, estuda estuda!"; "Se precisares de alguma coisa diz!".

Por vezes dou por mim no meio do monte a pensar que estou em casa. E de vez em quando lá começo "Mãããe, Ó MÃÃÃÃEEEEEEE tenho fomeeeeeeeeeeeeeee". E depois a realidade dá-me uma bofetada na cara e diz "Tens fome? Desalapa e vai comprar pão, e é se queres".

Pois. Sniff.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Modo "Oh-Valha-me-Deus"

Pois que para a semana é semana de exames finais e estamos oficialmente em modo "Oh-Valha-me-Deus-a-minha-vida-vai-acabar-é-desta-que-fico-sem-neurónios". Prevê-se uma semana negra, a condizer com as previsões meteorológicas, que eu sou boa menina e gosto de andar de mão dada com o tempo horroroso de lá de fora. Os últimos dias têm sido passados exclusivamente sentados à secretária, com um cházinho e umas bolachinhas a acompanhar, numa demanda louca e sem fim para atingir notas razoáveis. Nesta festa acompanham-me quatro amigas do coração: Anatomia, Estatística, Bases Físicas e Comunicação em Biomedicina (há quem lhe chame também a cadeira mais ridícula e inútil de todo o sempre, absolutamente sem interesse nenhum, tanto para o curso como apenas para uma questão de cultura geral, ainda pior do que estatística, que essa aí também gosta muito de me atormentar a vida). E portanto tenho passado os meus dias à volta de calculadoras, erros padrão, estimativas e estimadores, actividades radioactivas, decibéis, audiometrias, lentes côncavas e convexas (nunca esquecendo os míopes e os presbitas), artérias, veias, vasos linfáticos, septos intermusculares, músculos flexores, extensores, adutores e abdutores, plexos braquiais, lombares, sagrados e cervicais, entre tantas outras coisas que poderia continuar a enumerar, auto-testando-me para a semana que se avizinha, mas que a vós não vos interessa, e por esta altura já nem sequer estão a ler.

Rezem por mim, que eu vou voltar à carga. Isto é muito bonito estar uma semaninha em casa, mas o estudo chama e não se pode descurar as obrigações que este emprego, o de estudante, exige.

Bom fim-de-semana!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Parte do clube

Eu sei que este blogue não é para estas coisas, mas toda a gente fala sobre isso, e portanto parece-me lógico que eu, eloquente e fluente escritora deste blogue, um dia o supra sumo dos blogues, também me pronuncie sobre o assunto, sentindo-me, assim, cada vez mais parte da blogosfera.

HABEMUS PAPAM!

E com duas curiosidades: o novo Papa tem só um pulmão (mas não se deixem enganar pelo aspecto franzino do senhor porque o faltoso pulmão nunca o impediu de viver a sua vida normalmente e, portanto, não há-de ser agora que o impedirá) e é cientista (mais propriamente químico, mas vai quase dar ao mesmo. É dos meus carago!).

E era só isto. Hoje vou dormir mais descansada, sabendo que faço parte do super clube de bloggers que falou do Papa Francisco I, carinhosamente apelidado de "Chicco" por essa Internet fora.

E agora... Habemus anatomia!

Expedição aos produtos de limpeza

Ora, como aqui já referi, sou eu própria que faço a limpeza do meu quarto, primeiro porque já tenho idade para saber limpar e viver num local higiénico, e segundo porque os meus pais não são ricos e acho que ainda levava uma bofetada se ousasse, sequer, pedir-lhes que pagassem a alguém para limpar o meu espaço. Eu que me desenrasque, e acho muito bem que assim seja (obrigada, pais, por fazerem de mim uma pessoa responsável e autónoma).

Como já vos disse, a minha senhoria faz a limpeza às partes comuns da nossa casa (que é para não acabarmos à batatada e a arrancar cabelos umas às outras quando os planos de limpeza não fossem cumpridos) e, simpática como é (é mesmo), disse que, se eu precisasse, poderia usar os produtos de limpeza que ela tem lá pela despensa.

Assim, e com o objectivo de manter asseado o meu ninho de estudo, fui surripiando os ditos produtos de vez em quando e dei uma de dona de casa. Mas a tragédia abateu-se sobre mim quando, um dia, fui lá buscar o maravilhoso Pronto anti-estático e o desgraçado estava vazio. E fui eu que o esvaziei, porque nunca vi a D. X a pegar no dito cujo (e muito menos as minhas colegas - cof cof). Desta forma, e uma vez que aquilo é realmente maravilhoso (cheira bem, limpa melhor, deixa tudo a brilhar e evita que o pó se agarre durante mais tempo - é fantástico!), lancei-me na busca por um Pronto anti-estático só meu.

Certo dia, depois das aulas, lá fui eu até ao Continente, que é bem pertinho da minha porta, e dirigi-me imediatamente ao corredor dos produtos de limpeza. Um novo mundo apareceu diante dos meus olhos sob a forma uma panóplia infindável de produtos até agora desconhecidos: com cheiro, sem cheiro, ecológicos, verdes, azuis, cor-de-rosa, para madeira, tijoleira, aço inoxidável, específico para cozinha, casa-de-banho, exterior, desentupidor de canos, extra brilho, remoção eficaz de gorduras, com líxiva, sem lixívia, para usar directamente sobre a esponja ou misturar com água, líquido, em gel ou pó e até vegetarianos (!!!). A lista nunca mais acaba. Ignorando todos os gritos desesperados de "compra-me, eu é que sou bom e vou limpar como tu queres", chamei um senhor com a camisola do Continente por perto e disse-lhe o que queria. O diálogo que se seguiu foi mais ou menos assim:

Senhor: - Então, mas quer óleo de cedro ou um líquido de limpeza normal?
Eu: - Quero um Pronto anti-estático que é um frasco grande castanho e com tampa amarela.
Senhor: - Entendo. Portanto, um líquido de limpeza. Mas temos alguns Prontos que têm óleo de cedro. Nunca notou um cheiro amadeirado quando limpa?
Eu: - Não, ele cheira bem por acaso. É castanho com tampa amarela.

O senhor começa lá a escarafunchar na prateleira e tira uma data de frascos, aparentemente todos muito parecidos.

Senhor: - Ora bem, temos estes aqui. Este é só 3-em-1, limpa, protege e cuida. Depois temos este que é 5-em-1, que também restaura e elimina manchas e preenche as picadelas da madeira. Depois temos estes para madeiras claras, madeiras escuras blá blá blá. Não me sabe dizer qual a madeira que pretende limpar? Ou se deseja algo mais geral, que dê para tudo?

Olhei para ele com um ar muito parvo.

Eu: - Eu só quero um Pronto de frasco castanho para limpar os móveis do meu quarto, que são claros.

O homem lá olhou com um ar muito pensativo para os frascos todos e já ia começar a repetir a lenga-lenga toda, quando eu lhe arranquei o mais parecido com o que queria e disse "Deve ser este". E vim-me embora. Escusado será dizer que saí de lá esgotada de tanto pensar qual o produto ideal para o tipo de madeira que habita o meu quarto.

Alguma vez se aperceberam da oferta que existe nestas coisas? Se isto é assim nos produtos de limpeza nem quero imaginar quando um dia me decidir a ir explorar o corredor dos produtos congelados, ou dos queijos, ou dos enchidos, ou dos iogurtes, ou dos produtos especiais importados, ou das bebidas alcoólicas.

E eu que pensava que já dominava o Continente, que era "a minha cena". Parece que não. Ainda tenho muito para aprender (e explorar).

PS: Acho que o Pronto que eu escolhi era o tal que eu queria mesmo. A embalagem não era exactamente igual, mas o cheiro e textura eram, por isso vou assumir que era o mesmo conteúdo mas com uma cara nova.