Vocês não me conhecem assim tão bem, mas posso dizer-vos que apesar de toda esta malvadez que faço transparecer por aqui, eu até sou boa menina e gosto de ajudar os outros (mas só as vezes).
Quando fiz 18 anos, o que já vai há uma eternidade, decidi que ia dar sangue. Depois acobardei-me um bocado e quando lá fui pela primeira vez inventei uma doença qualquer que tivesse tido na última semana para o questionário e fui recusada como dadora. Coloquei o semblante mais desolado que consegui, embora por dentro estivesse a esfregar as mãos de felicidade e a proferir um riso maléfico, e vim embora. Cheguei a casa e a minha consciência resolveu dar sinais de vida e dizer-me que era imperdoável a minha má acção e conduta. Lá andei a matutar no assunto, a fazer investigação ao tamanho das agulhas, às litradas de sangue que ia perder, quais os efeitos secundários e se alguém alguma vez tinha morrido no decurso de uma generosa dádiva de sangue, e comecei a preparar-me mentalmente. Posto isto, e depois de ter concluído que eram mais macaquinhos no sótão do que outra coisa, enchi-me de coragem e lá voltei umas semanas depois.
Correu tudo muito bem da primeira vez que fui dar sangue, embora tenha uma história engraçada sobre o que aconteceu depois, mas isso fica para o outro post. A partir daí tornei-me dadora de sangue, pelo menos até chegar ao segundo ou terceiro ano deste curso, altura em que me vão recusar por ser estudante de Medicina (Oi?). Não custa nada, é só uma pica e ainda saímos de lá com um lanchinho à pala (que ninguém nos quer ver a falecer depois de sair) e com menos para aí meio quilito em cima da balança. Só vantagens.
Assim, e porque acho importante sermos dadores de sangue, venho partilhar convosco este evento:
Amanhã, dia 16, irá decorrer no Marshopping, em Matosinhos, uma dádiva de sangue e inscrição para a base de dados mundial de dadores de medula óssea, bem pertinho de minha casa. Eu, em princípio, passarei por lá, não para dar sangue, porque dei em Junho, mas para me inscrever na base de dados de dadores de medla, coisa que há muito quero fazer, mas ainda não tinha tido disponibilidade. Isto é, se não me recusarem. Podem ver mais informações aqui.
Dar sangue é importante. O sangue é um dos componentes biológicos que só pode ser obtido por recolha directa de outra pessoa, e portanto, é nosso dever contribuirmos com o nosso bracinho e um pouco do nosso tempo. Fácil, rápido e eficaz, não custa nada!
Se não puderem ir amanhã mas tiverem ficado interessados em iniciar esta nova etapa da vossa vida, podem sempre consultar o site do IPST e informar-se de todos os sítios onde podem dar sangue, aqui. Existem também campanhas de dádiva em unidades móveis (uns autocarros cheios de pinta, com umas macas bem confortáveis, consultório todo XPTO, um mimo, digo-vos!), por isso é só quererem! E não arranjarem desculpas como eu...
Boas dádivas!
