quarta-feira, 18 de setembro de 2013

2º ano

Como já devem ter percebido, o segundo ano chegou. Em força. Assustadoramente aterrador, pior que Belzebu em dia de azia.

Em meia dúzia de dias de aulas já estudei o suficiente para querer ir para a cama e não sair de lá nunca mais, enrolar-me nos cobertores em forma de concha e pedinchar mimo à minha mãe, como se estivesse doente e com 41º de febre.

Começamos o ano com Imunologia e Psicologia. São coisa giras, aliás, muito giras, e dava tudo para trocar o primeiro ano inteiro por duas semanas disto (Sistema Nervoso, ainda me estás aqui entalado), mas a quantidade de trabalho que isto dá é inversamente proporcional à minha paciência e vontade de manter a minha performance académica

A parte boa é que o tempo parece continuar a correr e que, neste fim-de-semana que passou, fui tratada como se fosse uma rainha: mimos suficientes para 1 ano, paparoca da boa preparada da minha mãe porque eu, coitadinha, fiquei logo com saudades da comida dela depois de três dias fora, todas as minhas necessidades atendidas como se eu fosse um qualquer sheik do Dubai como todas as mordomias à minha disposição. Disto é que eu gosto.

Sexta-feira, para variar, já tenho dois exames, porque vida-da-boa-durante-o-início-de-aulas é coisa que esta Universidade não conhece e se recusa a deixar-nos aproveitar, por isso, tomem lá dois exames para ficarem em casa a estudar enquanto lá fora está calor para ir à praia, os caloiros andam felizes e contentes a conhecer o estaminé e a ir a todas as festarolas e mais algumas, e tudo à vossa volta continua a gritar FÉRIAS, coisa que vocês sabem que efectivamente ACABOU.

A todos aqueles que já começaram as aulas mas ainda não têm práticas e as teóricas não são obrigatórias, congratulo-vos e invejo-vos feiamente. Àqueles que ainda estão de férias idem aspas. Aos meus colegas desta faculdade que sofrem tanto como eu, juntem-se à minha tristeza e pensem que o curso vai acabar depressa!

domingo, 8 de setembro de 2013

...

E o que mais custa não é voltar, é ver todos aqueles que não voltam comigo.

Não custa voltar à rotina de faz mala, desfaz mala, corre para aqui e para ali; custa sim ver todos aqueles que, finalmente, atingiram o seu sonho e nos deixam, assim sem aviso, sem notificação prévia, sem acção de despejo, sem 30 dias de avanço, para nos prepararmos que agora vamos enfrentar este ano sem aqueles que nos eram mais próximos.

A todos os que se vão e me deixam, sabendo que, mais um ano, não atingi o meu objectivo, fiquem sabendo que, sem os poucos de vós que me eram mesmo próximos, a coisa não vai ser a mesma! E que sejam felizes onde eu ainda não fui. Este ano perdi 30 de vocês.

E agora vou só até à Covilhã mais um ano...

sábado, 7 de setembro de 2013

Há coisas que doem...

Nota do último colocado este ano na FMUP: 18,1 valores;

Nota do última colocado este ano no ICBAS: 18,08 valores;

Nota que eu tinha quando fui colocada no monte: 18,2;

Ah f*da-se...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Que m*rda é esta, karma???

Eu pedi, eu implorei, eu rezei e fiz uma macumba, mas ninguém me quis ouvir, ou então acham muito engraçado gozar com a minha cara e fazer-me sofrer SEMPRE na última semana de férias.

Ia eu hoje, descansadinha da vida, apanhar um comboio em Campanhã para passar um rico dia quando, não sei bem como nem porquê, as escadas rolantes resolveram atacar-me. Tropecei duas vezes e fiz uma sucessão de quatro cambalhotas à retaguarda seguidas, e só parei no fundo das escadas com um mar de gente à minha volta aos gritos e a chamar pelo INEM.

Resultado: parece que fui atacada por um urso, tenho as impressões digitais (leia-se riscas) das escadas tatuadas no corpo todo, acho que o ombro foi efectivamente deslocado desta vez, e o estado das minhas pernas é tão lastimável que me recuso nos próximos dias a ir para a praia.

OBRIGADINHA,  A SÉRIO, MUITO MUITO OBRIGADA.

Vou fazer o que me sugeriram no último post e declarar o estatuto de deficiente, física e especialmente mental. Dá regalias para entrar na faculdade! Assim pode ser que consiga sair do monte e viva os anos vindouros em paz.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Maleitas

Quando fui para a Universidade pela primeira vez, faz agora 4 anos, tinha sido submetida a duas cirurgias durante o Verão. Cheguei à faculdade e causei logo boa impressão: parecia uma grávida de 25 meses e a minha locomoção estava gravemente diminuída. Para além disso, andava de calças de fato-de-treino altamente inestéticas, o que foi fantástico para a minha reputação.

Quando mudei de curso e de faculdade, pensei "Desta vez não vou fazer figura de ursa e vou causar a melhor impressão possível". Uma semana antes de começarem as aulas parti um dedo do pé. Fui para o monte de muletas e com um dedo com uma tala, transpirando beleza por todo o lado, logicamente. Uma vez que era muito difícil subir e descer o monte com tais adereços, no segundo dia livrei-me das muletas, então andei um mês a mancar e a cambalear, o que, como é óbvio, me tornou a miúda mais fixe da faculdade. Todos queriam a companhia da croma manca com uma batata no pé. Ou não.

Hoje pensei que tinha deslocado um ombro na natação quando um senhor, em contramão e com um péssimo sentido de orientação, quase me arrancou um braço.

Senhores das maleitas, se é que existem, POR FAVOR deixem-me começar este ano lectivo em paz!

Muito agradecida.