terça-feira, 1 de julho de 2014

Só eu poderia fazer uma coisa destas

Pois bem que o ano terminou para quase toda a gente menos para mim e mais meia dúzia de gatos pingados que resolveram que o tempo de férias era demasiado e, portanto, vamos ficar mais duas semanas no monte a fazer melhorias. Excluem-se aqui, como é óbvio, os reprovados, que não têm outra opção senão ficar e estudar (rezar) muito.

Então dizia eu que decidi fazer melhorias. Já não me chegava o ano que tive (ainda não tive aqui tempo de fazer o balanço mas garanto que foi pesado), ainda decidi prolongar o meu sofrimento por mais uns dias e levar a minha mente à exaustão. Na verdade, é nestas alturas que percebemos a força de vontade que conseguimos ter e a capacidade de ultrapassar um pouco mais os nossos limites, no meu caso, os psicológicos.

Mas é claro que todo este esforço não poderia vir sem consequências nefastas.

Hoje de manhã, às 8h, lá estava eu na estação da Batalha para apanhar o expresso 74 com destino à Covilhã. 3h50 de viagem passadas a estudar para o exame de Sociologia que, achava eu, era hoje as 14h15.

Cheguei por volta do meio-dia, engoli o almoço para dar umas últimas revisões e às 14h dirigi-me para a faculdade. Não sei se já aqui vos disse mas fazemos os nossos exames em computadores portanto, antes de cada exame, afixam umas folhas com os nossos nomes e respectivo computador.

Procurei, procurei, procurei e nada de ver o meu nome em folha nenhuma. Rapidamente me apercebi que as folhas expostas eram para o exame de Cuidados de Saúde Primários e que, uma vez que eu não ia fazer exame, era lógico que o meu nome lá não estivesse. Resolvi perguntar aos meus colegas se tinham visto a folha de Sociologia e se estava noutra sala. Olharam todos para mim como se eu estivesse maluquinha, que estou, e informaram-me que o exame hoje era de Cuidados e o de Sociologia é AMANHÃ, dia 2, e não hoje, como eu achava que era.

Mas alguém me explica como é que uma pessoa que lê e relê as datas dos exames não dá conta deste erro? Como é que alguém que se inscreve e recebe uma confirmação da data e hora e não se apercebe disto? Só eu, claro, poderia fazer uma coisa destas.

Agora estou de volta a casa, ligeiramente desidratada depois de andar a subir e a descer para a faculdade, sem vontade de estudar, e a pensar que poderia estar em casa e só vir amanhã de manhã.

De facto, a estupidez humana não tem limites.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Coisas que desgosto #3

Estar no monte, a estudar que nem uma maluca, e toda a gente a esfregar-me na cara fotos da festarola no S. João através do facebook, instagram, snapchat e mais umas quantas aplicações tecnológicas. Haja paciência.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sabes que andas a estudar de mais quando... #6

... na bancada da cozinha, perante um prato cheio de comida e uma esponja para lavar a louça, pegas no detergente e o despejas em cima da comida, em vez de na esponja.

Isto não é mentira, aconteceu mesmo.

sábado, 21 de junho de 2014

Sabes que andas a estudar demais quando... #5

... alguém te pergunta se indíviduo X é simpático, ao que tu respondes:

- Se actua em situação de stress sim, senão é parassimpático.

E assim vou dando razões para que me achem um bicho raro.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Curiosidades

Meus caros, atentem na pérola que a cadeira de Endocrinologia e Metabolismo me ensinou esta tarde. Peço-vos que levem este assunto muito sério e que o encarem como um grande momento de mudança na vossa vida. Está prestes a abrir-se para vós a caixa de Pandora. Claro que só eu vos poderia proporcionar momentos destes.

Ora vejam lá:

"... por exemplo, se o desenvolvimento fetal não é bem sucedido e a criança morre, evidentemente já não há crescimento infantil nem adulto."

Ora pois que, evidentemente, nunca ninguém se tinha lembrado de tal coisa! Mas finalmente o mistério resolve-se.

Eu de facto já tinha achado muito estranho nunca ter visto um feto morto que tivesse crescido e se tivesse tornado criança e adulto. Só ainda não tinha dito nada porque pronto, não calhou...