Eu sou uma pessoa que adora comer. A minha vida é vivida em função da minha próxima refeição e eu até acho que sou um bom garfo. Como de quase tudo, só não gosto de tripas, iscas de fígado e kiwis. Não sou picuinhas, portanto, e tudo o que vem à rede, neste caso ao prato, é peixe. Tragam-me uma feijoada, uma francesinha ou uma posta de bacalhau com todos, comigo vai tudo.
Gosto especialmente de fruta. Tenho vindo a melhorar os meus hábitos de ingerir fruta todos os dias, e agora não há um dia que passe em que eu não coma, pelo menos, duas ou três peças de fruta. Excepto kiwis, coisa que detesto.
O que é que a fruta tem a ver com a Covilhã? Não muito. Tem mais a ver com o Fundão, em especial com as CEREJAS. E senhores, que boas que são as cerejas do Fundão! Gordas, sumarentas, rechonchudas, daquelas que pingam na camisola e a estragam para todo o sempre mas nós não nos importamos, que perdoamos o mal que fez pelo bem que soube. Nesta altura é ver-me a correr feita doida para a frutaria em frente à minha casa e a devorar as cerejas. Mas não só, ele é as cerejas, os figos, que também são bem bons, e tudo o que esteja colorido e reluzente na prateleira.
Descobri há uns tempos uma coisa ainda mais maravilhosa que tem vindo a estragar a minha dieta saudável de fruta. Como se já não bastasse a frutaria vender aquelas maravilhosas cerejas, agora durante o dia decidiram vender pastéis de cerejas quentinhos, acabados de fazer no seu forno. É isso mesmo, de vez em quando, a umas certas horas do dia, lá sai uma fornada de pastéis quentinhos e vermelhinhos a transpirar açúcar. O que eu me tenho desgraçado, na balança e na carteira, que a vida não está fácil e um euro por um pastel acho que até é um valor relativamente elevado. Mas eu perdoo, eles vêm quentinhos e são tão mas tão bons!
